A educação inclusiva concebe a escola como um
espaço de todos, no qual os alunos constroem o conhecimento segundo suas
capacidades, expressam suas ideias livremente, participam ativamente das tarefas
de ensino e se desenvolvem como cidadãos, nas suas diferenças.
Nas
escolas inclusivas, ninguém se conforma a padrões que identificam os alunos
como especiais e normais, comuns. Todos se igualam pelas suas diferenças! A
inclusão escolar impõe uma escola em que todos os alunos estão inseridos sem
quaisquer condições pelas quais possam ser limitados em seu direito de
participar ativamente do processo
escolar, segundo suas capacidades, e sem que nenhuma delas possa ser motivo
para uma diferenciação que os excluirá das suas turmas.
A organização de uma sala de aula é
atravessada por decisões da escola que afetam os processos de ensino e de
aprendizagem. Os horários e rotinas escolares não dependem apenas de uma única
sala de aula; o uso dos espaços da escola para atividades a serem realizadas
fora da classe precisa ser combinado e sistematizado para o bom aproveitamento de
todos; as horas de estudo dos professores devem coincidir para que a formação continuada
seja uma aprendizagem colaborativa; a organização do Atendimento Educacional Especializado
- AEE não pode ser um mero apêndice na vida escolar ou da competência do
professor que nele atua. Uma das
inovações trazidas pela Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva
da
Educação Inclusiva (2008) é o Atendimento Educacional Especializado - AEE, um serviço
da educação especial que "[...] identifica, elabora e organiza recursos
pedagógicos e de acessibilidade, que eliminem as barreiras para a plena participação
dos alunos, considerando suas necessidades específicas" (SEESP/MEC, 2008).
O AEE complementa e/ou suplementa a formação
do aluno, visando a sua autonomia na escola e fora dela, constituindo oferta
obrigatória pelos sistemas de ensino. É realizado, de preferência, nas escolas
comuns, em um espaço físico denominado Sala de Recursos Multifuncionais.
Portanto, é parte integrante do projeto político pedagógico da escola.
São
atendidos, nas Salas de Recursos Multifuncionais, alunos público-alvo da
educação especial, conforme estabelecido na Política Nacional de Educação
Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e no Decreto N.6.571/2008.
Um ensino para todos os alunos há que se
distinguir pela sua qualidade. O desafio de fazê-lo acontecer nas salas de
aulas é uma tarefa a ser assumida por todos os que compõem um sistema
educacional. Um ensino de qualidade provém de iniciativas que envolvem professores,
gestores, especialistas, pais e alunos e outros profissionais que compõem uma
rede educacional em torno de uma proposta que é comum a todas as escolas e que,
ao mesmo tempo, é construída por cada uma delas, segundo as suas
peculiaridades.
REFERENCIAS:
Coletânea
UFC-MEC: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Fascículo 01:
A Escola comum inclusiva. (págs. 08 a 11).
CALVINO, Ítalo:
Texto: “O modelo dos modelos”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário