sábado, 7 de junho de 2014

RECURSOS E ESTRATÉGIAS DE BAIXA TECNOLOGIA



A CAA destina-se a sujeitos de todas as idades, que não possuem fala e ou escrita funcional devido a disfunções variadas como, por exemplo: paralisia cerebral, deficiência mental, autismo, acidente vascular cerebral, traumatismo cranioencefálico, traumatismo raquimedular, doenças neuromotoras (como, por exemplo, à esclerose lateral amiotrófica), apraxia oral e outros.(TETZCHNER e MARTINSEN,1992, p. 23)
O trabalho com a CAA deve iniciar o mais cedo possível a fim de que possamos evitar um atraso no desenvolvimento das habilidades linguísticas do
usuário. Outro parâmetro bastante utilizado é iniciarmos quando o usuário começa a manifestar um distanciamento entre a sua capacidade compreensiva e a expressiva de linguagem ou quando começa haver um distanciamento significativo entre a habilidade de fala/escrita deste aluno com relação ao seu grupo. Iniciamos o trabalho de CAA com uma avaliação que buscará obter informações/ conhecimentos sobre o aluno (suas potencialidades e habilidades) e sobre o meio no qual está inserido(rotina e as principais necessidades de comunicação).
É necessário também que o profissional que irá atuar junto a este aluno e sua família, tenha conhecimento a respeito dos sistemas de CAA, para poder fazer a indicação mais adequada e viável do recurso a ser utilizado. O estudo, desenvolvimento e aplicação dos vários aspectos que englobam esse trabalho vêm sendo realizados por profissionais das mais diversas áreas.  Além do professor especializado, o fonoaudiólogo, o terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, o oftalmologista ou outros profissionais. Os parceiros de comunicação (família, professores e amigos), bem como os próprios usuários, devem ser envolvidos na seleção do recurso e do vocabulário mais apropriado.
Devemos iniciar o uso da CAA em situações reais de comunicação, ou seja, os símbolos dispostos em cartões ou pranchas devem sempre ser apresentados em um ambiente contextualizado. Por exemplo, não podemos ensinar o uso de uma prancha de comunicação, onde o tópico principal é a alimentação, se isso realmente não estiver inserido num contexto.

                    Alguns dos recursos de comunicação utilizando-se de baixa tecnologia

                                              prancha de comunicação                


                                           
                                                   
                           cartões de comunicação  
 


    
                              álbum de fotografias

   
                                            
                            agendas e calendários  


Se nosso objetivo é a participação efetiva de alunos com deficiência nas atividades escolares, faz se necessário um ambiente adequado para garantir essa participação.

REFERÊNCIAS:
SCHIRMER, Carolina R.; BROWNING, Nádia; BERSCH, Rita; MACHADO, Rosângela. Deficiência Física: coleção “Atendimento Educacional Especializado”. SEESP / SEED / MEC, Brasília/DF – 2007.
 

2 comentários:

  1. Segundo Maria Rosangela Bez e Liliana Maria Passerino, “Proporcionar uma forma de CAA para pessoas que não conseguem se expressar através da fala e/ou escrita tem como consequência a melhora de sua qualidade de vida, proporcionando-lhes uma maior autonomia, aumentando sua autoestima e dando-lhes uma oportunidade de sentirem-se num nível de maior igualdade na sociedade. E, portanto permitir sua inclusão escolar e social”. Por isso eu também concordo, quanto mais cedo possibilitar o uso da CAA na escola melhor para nossos alunos e consequentemente para nós também.

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  2. Verdade,colega!! nosso objetivo é fazer a participação efetiva do aluno acontecer!! Parabéns pela postagem!!

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