A CAA destina-se a sujeitos de todas as idades,
que não possuem fala e ou escrita funcional devido a disfunções variadas como,
por exemplo: paralisia cerebral, deficiência mental, autismo, acidente vascular
cerebral, traumatismo cranioencefálico, traumatismo raquimedular, doenças
neuromotoras (como, por exemplo, à esclerose lateral amiotrófica), apraxia oral
e outros.(TETZCHNER e MARTINSEN,1992, p. 23)
O trabalho com a CAA deve iniciar o mais cedo
possível a fim de que possamos evitar um atraso no desenvolvimento das
habilidades linguísticas do
usuário. Outro parâmetro bastante utilizado é iniciarmos
quando o usuário começa a manifestar um distanciamento entre a sua capacidade
compreensiva e a expressiva de linguagem ou quando começa haver um
distanciamento significativo entre a habilidade de fala/escrita deste aluno com
relação ao seu grupo. Iniciamos o trabalho de CAA com
uma avaliação que buscará obter informações/
conhecimentos sobre o aluno (suas potencialidades e
habilidades) e sobre o meio no qual está
inserido(rotina e as principais necessidades de comunicação).
É necessário também que o
profissional que irá atuar junto a este aluno e sua família, tenha conhecimento a
respeito dos sistemas de CAA, para poder fazer a indicação mais adequada e
viável do recurso a ser utilizado. O estudo,
desenvolvimento e aplicação dos vários aspectos que englobam esse trabalho vêm
sendo realizados por profissionais das mais diversas áreas. Além do professor especializado, o
fonoaudiólogo, o terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, o oftalmologista ou
outros profissionais. Os parceiros de
comunicação (família, professores e amigos), bem como os próprios usuários, devem ser envolvidos na seleção do recurso e
do vocabulário mais apropriado.
Devemos iniciar o uso da CAA
em situações reais de comunicação, ou seja, os símbolos dispostos em cartões ou
pranchas devem sempre ser apresentados
em um ambiente contextualizado. Por exemplo, não podemos
ensinar o uso de uma prancha de comunicação, onde o tópico principal é a
alimentação, se
isso realmente não estiver inserido num contexto.
Alguns dos recursos de comunicação utilizando-se de baixa tecnologia
prancha de comunicação
cartões de comunicação
álbum de fotografias
agendas e calendários
Se nosso
objetivo é a participação efetiva de alunos com deficiência nas atividades
escolares, faz se necessário um ambiente adequado para garantir essa participação.
REFERÊNCIAS:
SCHIRMER, Carolina R.;
BROWNING, Nádia; BERSCH, Rita;
MACHADO, Rosângela. Deficiência Física: coleção
“Atendimento Educacional Especializado”. SEESP / SEED / MEC,
Brasília/DF – 2007.




Segundo Maria Rosangela Bez e Liliana Maria Passerino, “Proporcionar uma forma de CAA para pessoas que não conseguem se expressar através da fala e/ou escrita tem como consequência a melhora de sua qualidade de vida, proporcionando-lhes uma maior autonomia, aumentando sua autoestima e dando-lhes uma oportunidade de sentirem-se num nível de maior igualdade na sociedade. E, portanto permitir sua inclusão escolar e social”. Por isso eu também concordo, quanto mais cedo possibilitar o uso da CAA na escola melhor para nossos alunos e consequentemente para nós também.
ResponderExcluirVerdade,colega!! nosso objetivo é fazer a participação efetiva do aluno acontecer!! Parabéns pela postagem!!
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